O dia de hoje marca uma ocasião histórica, pois faço o discurso contra as sanções impostas à Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), na qualidade do Presidente da SADC e Presidente da República do Zimbabwe.
Todavia, importa salientar que a nossa Região registou progressos consideráveis desde 2019, altura em que a 39.ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da SADC designou o dia 25 de Outubro, o Dia da Luta contra as Sanções da SADC, um desiderato, que os Estados-Membros da SADC sempre se mostraram solidários com o Zimbabwe. Portanto, a decisão da Cimeira imprimiu um novo dinamismo à nossa determinação colectiva de lutar contra estas medidas ilegais, que violam os direitos humanos fundamentais dos cidadãos comuns do Zimbabwe.
Faço eco das vozes e apelos incessantes do Presidente cessante da SADC, Sua Excelência João Lourenço, Presidente da República de Angola e de outros Presidentes cessantes e, de facto, dos nossos irmãos e irmãs da Região, condenando e apelando ao levantamento imediato e incondicional das sanções. São os cidadãos comuns, em particular os vulneráveis, que suportam o peso destas medidas hediondas e desumanas, que também asfixiam o progresso económico e social no Zimbabwe.
Em solidariedade, a SADC junta-se hoje ao Zimbabwe no apelo ao levantamento imediato e incondicional destas sanções injustificadas e cruéis, que violam os princípios básicos do direito internacional e a Carta das Nações Unidas.
A nossa região goza de relativa paz e estabilidade e continua a trabalhar rumo à uma região próspera e integrada. Lutamos para garantir um futuro em que todos os países e povos da Comunidade realizem as suas aspirações mutuamente partilhadas, sem deixar ninguém e nenhum lugar para trás. A imposição de sanções compromete os nossos esforços colectivos rumo à integração regional e ao desenvolvimento sustentável. Na qualidade de comunidade, deveremos continuar a trabalhar em conjunto para garantir que a nossa região continue a ser um pólo de esperança e prosperidade para as gerações vindouras.
Que esta mensagem transcenda as nossas fronteiras e chegue aos ouvidos e à consciência daqueles que perpetuam estas sanções cruéis. Devem compreender a dimensão dos danos que as suas acções repreensíveis infligem à generalidade do povo do Zimbabwe, à região da SADC e à África em geral.
Exorto todos os países progressistas a continuarem a dar o seu apoio determinado, a fim de permitir que o Zimbabwe e a região da SADC contribuam de forma significativa para o desenvolvimento socioeconómico da região e do mundo.
EMITIDO AOS 25 DE OUTUBRO DE 2024
DR. EMMERSON DAMBUDZO MNANGAGWA
PRESIDENTE DA SADC E DA REPÚBLICA DO ZIMBABWE